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Você é a sua prioridade: como a meditação pode te ajudar

Estamos vivenciando um momento crítico nesta covid-19 de isolamento social, mas um momento chave para descobrirmos alguns aspectos de nós mesmos. Na minha visão, de quem trabalha com autoconsciência e acompanha a jornada pessoal de tanta gente, a sociedade nunca foi ensinada a parar com qualidade.

E o que seria isso? O nosso condicionamento, por tantas décadas, foi sempre voltado à produção em excesso, ao pensar em excesso, fazer em excesso. Planejar, executar, analisar, “correr atrás”, “sair da zona de conforto”. São comportamentos relativamente pertinentes, sim, em uma cultura capitalista em que precisamos sobreviver. Mas o que esse excesso tem trazido para nós?

Na cultura oriental, temos uma simbologia muito valiosa: o Yin Yang. Ela significa as nossas polaridades, presentes em tudo ao nosso redor: frio e quente, noite e dia, feminino e masculino. E, também: relaxamento e ação. Por estarmos na grande parte do tempo no pólo da ação, vamos experimentando as consequências desse desequilíbrio:

  • Ansiedade generalizada
  • Estresse
  • Insônia
  • Irritação
  • Sintomas de Pânico
  • Tensões musculares
  • Desânimo

 

Esses são apenas alguns pontos mais citados nos grupos presenciais e turmas on-line de Meditação do Movimento Zen, quando recebemos essas pessoas. Elas estão cansadas, com a sensação de estarem sempre nadando contra a correnteza, lutando dia após dia com uma lista interminável de tarefas e cobranças, na maior parte, internas. Você se identifica com essa descrição?



Como a Meditação entra nisso tudo:

Meditar, muito mais do que dizem os mitos por aí, está longe de ser “não pensar em nada”. Como, após constatarmos todo a aceleração a que somos submetidos, conseguiremos no ato de fechar os olhos criar um campo sem a existência de pensamentos? Bem desafiador.

Essa é a boa notícia, e que certamente vai tirar vários tabus que você pode ter em relação a essa prática milenar: meditar é apenas se observar. É sair do foco externo, dos estímulos que nos chamam o tempo todo, para olhar pra dentro. “Como estou hoje?”, “que sentimento é esse?”, “como está o meu corpo?”, são perguntas simples que nos permitimos acessar com a Meditação.

Quando você se permite parar para se observar está justamente trabalhando aquela polaridade antes esquecida no Yin Yang, lembra? A entrega, o relaxamento, o caminho contrário à ação. Está tudo bem parar sem culpa. Ufa! Você precisa desse tempo para se recarregar, assimilar a vida, para apenas SER. Afinal, somos muito maiores e mais profundos do que as listas do campo do FAZER.

Mas “eu não tenho tempo”… E agora?

Sim, você tem tempo. Tem as mesmas 24 horas que eu, que os meus alunos, que todas as pessoas na Terra. Isso não vai mudar. O que ainda não decidiu é se você pode ser a maior prioridade na própria vida. No livro “Essencialismo – A busca disciplinada por menos”, Greg Mckeown nos ajuda a enxergar esse movimento. “Se você não estabelecer prioridades, alguém fará isso por você”, ele nos alerta.

E é um fenômeno real: se você se abrir a atender as demandas externas, certamente terá trabalho no seu dia todo. Pedidos e necessidades da família, trabalho, amigos, grupos no Whatsapp, novas publicações no Instagram, e-mails, listas de compras, arrumações na casa, retornos, ideias, projetos, ajudas… Nossa, haja tempo!

Quem precisa recuperar as rédeas do próprio tempo é você. Apenas você. Voltar a ser o centro da própria vida! É libertador pensar nisso, e mais ainda colocar em prática. É possível, se eu e tantos meditadores do Movimento Zen conseguem, você também é capaz.

 

Ao se priorizar, você se torna uma pessoa melhor também para o outro. Imagine um potinho cheio de pedrinhas coloridas. Toda vez que você doa o seu tempo, trabalho, pensamento e ação, está tirando pedrinhas do seu pote. E tudo bem doar. Mas você precisa recuperar essas pedrinhas para que seu pote emocional não esvazie. Se ele não tiver mais pedrinhas, como você vai continuar contribuindo?

Então, toda vez que você decidir se colocar como prioridade – sim, é uma escolha consciente – você está se reequilibrando, ganhando qualidade no relaxamento e consequentemente na ação, e ainda será uma pessoa mais inteira para doar. Decida ter tempo para você, Agora.

Meditação: práticas para começar!

1) Volte a respirar com consciência. A respiração é a nossa chave para nossa reconexão com a gente mesmo. Precisamos oxigenar nosso corpo, nossa mente! Você pode sentar em um local que gosta na sua casa, confortavelmente com a coluna reta (encostar no sofá, parede, almofadas), e por algumas vezes, de olhos fechados, inspirar pelo nariz e soltar o ar pela boca fazendo o som “ahhhh”! Sinta o alívio, os ombros e rosto relaxando a cada expiração.

2) Uma outra técnica inicial e muito poderosa é contar a sua respiração. Você inspira pelo nariz (enche o corpo de ar) contando até 4; e expira (esvazia o corpo de ar) pelo nariz ou boca contando até 6. Você pode fazer essa simples prática com uma música ao fundo. Acesse a playlist do Movimento Zen, com certeza você vai se encantar por uma das seleções.

3) Ative as sensações de felicidade do seu corpo! Sabe aquele óleo ou hidratante guardado no armário? Desfrute de momentos de autoamor, após um banho quentinho, com calma. Sinta o cheiro, o contato com a pele. Se você está sem estoque, a lojinha da Pri aqui!

4) Resgate hobbies que você curtia no passado, que fazem parte da sua história. A infância, principalmente, tem muito a nos dizer sobre nossa essência! Eu, por exemplo, sempre amei montar bijouterias; a Priscila sempre amou cantar. Nestes momentos de olhar pra dentro, principalmente, se permita se envolver com essas atividades, sem objetivos finais, sem cobranças. Apenas curta, se conecte com o que pode te gerar alegria genuína

5) Abra com frequência livrinhos com mensagens edificantes. Precisamos nutrir nossa mente de bons pensamentos, e essa pausa para ler algumas palavras te reconecta com o momento presente. Esse livrinho da psicóloga Flávia Melissa é recheado de reflexões que nos trazem de volta ao nosso centro.

6) Escute suas necessidades e se permita “fazer nada”. Quando você se prioriza, para de lutar contra seus próprios sinais e flui de acordo com o momento. Se está sentindo vontade de criar algo novo, crie. Se está com vontade de deitar na rede, no chão, brincar com seus bichinhos de estimação, assistir a um filme, atenda a esse pedido. Lembre que você precisa estar com seu potinho cheio. “O que neste momento vai ajudar a encher o meu pote?”.

Quero saber mais!

Se você se identificou com essas reflexões e práticas, esse é apenas o início de um mergulho na Meditação! No Movimento Zen, ensinamos a prática de forma leve, gostosa, urbana (afinal, estamos na cidade), para que você desfrute mais da vida e passe por todas as situações, emoções e pensamentos da melhor forma possível.

O Personal Zen Online é a melhor forma de você começar agora! Em quatro encontros em tempo real, por conferência de vídeo, te ensinamos a base da Meditação – práticas e sabedorias do zero. São turmas de duas a três pessoas para que você tenha um aprendizado personalizado e possa trocar experiências. 

Se você quer aproveitar este período para dar mais um passo na sua jornada de autoconhecimento e se priorizar cada vez mais, estamos de braços abertos para te receber, com todo acolhimento e profissionalismo para te ajudar! Vamos conversar no zap?

Um forte abraço! Namastê!

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Flávia Cadinelli

Flávia Cadinelli é criadora do Movimento Zen. Instrutora de Meditação, Mestre em Comunicação, professora de pós-graduação, empreendedora e palestrante. Sua atuação tem foco em práticas de respiração e autoconsciência, comunicação intra e interpessoal e Programação Neuro Linguística (PNL).